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Quero vender minha empresa: métodos de avaliação

Postado por admin em 13 de março de 2019
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Ao dizer para si mesmo que “quero vender minha empresa“, a primeira questão frequentemente levantada por um empreendedor é: “Quanto vale esse negócio?” Infelizmente, não há uma resposta automática a essa pergunta. Livros inteiros têm sido escritos sobre avaliação, e há tantas variáveis envolvidas (e muitas delas são bastante subjetivas), que diferentes especialistas examinando a mesma empresa podem acabar propondo preços diferentes de venda. No entanto, há algumas técnicas e “macetes” comumente aceitos.

Basicamente, há duas maneiras principais de se levantar o preço de um pequeno negócio:

Uma é a capacidade do negócio em gerar vendas, fluxo de caixa e/ou lucros.
A outra é avaliar a empresa com base em seus ativos.
A escolha do método utilizado depende da condição do negócio e da indústria à qual ele pertence.

Em algumas indústrias, a norma é determinar o valor multiplicando-se as vendas anuais da empresa. Firmas de consultoria, estações de rádio, agências de trabalho temporário, agências de relações públicas ou de propaganda, varejistas e corretoras de seguros são frequentemente avaliadas por meio de um multiplicador de vendas anuais. O multiplicador depende do exato tipo de negócio, da previsibilidade das vendas ano a ano, e muitos outros fatores. Geralmente o multiplicador da indústria é o ponto de partida, sendo ajustado com base nas particularidades do negócio. Por exemplo, o multiplicador da indústria pode ser duas vezes as vendas, mas a firma tem experimentado um crescimento forte e consistente no curso dos últimos três anos – isso pode subir o multiplicador para 2 e meio, ou mais. Ou talvez a firma possui um cliente que sozinho soma metade do seu faturamento – essa situação de risco pode empurrar o multiplicador para 1 e meio, ou menos. Se a sua empresa tem custos fixos reduzidos, poucos ativos e poucos rendimentos retidos, a técnica do multiplicador de vendas pode ser apropriada.

Quanto à avaliação baseada no fluxo de caixa ou nos lucros, ainda que haja algumas diferenças entre fluxo de caixa e rendimentos, a filosofia é a mesma e não entraremos em excessiva minúcia aqui. O preço é baseado na capacidade da empresa de gerar um lucro (o qual pode ser definido de diferentes maneiras) ou fluxo de caixa (vendas menos despesas) consistente. O vendedor então projeta essa previsão de dinheiro por um período de cinco anos ou mais para calcular o valor do negócio. Muitas vezes, o desconto de rendimentos futuros é utilizado, o qual leva em conta o valor cronológico dos fundos – dinheiro recebido no ano cinco é descontado com base em taxas projetadas de juros.

Entre os fatore positivos (que elevam os multiplicadores) podemos incluir: produtos exclusivos, com uma forte marca e/ou patente; uma base diversificada de consumidores, onde nenhum cliente individual monopolize mais de 10% do faturamento; uma forte equipe gestora, com poucos elementos-chave; competidores fracos e uma saudável fatia de mercado nas mãos da sua empresa; seus produtos encontram-se no estágio inicial de seu ciclo de vida; produtos diversificados, onde nenhum produto representa mais que 15-20% das vendas; a empresa é capaz de obter alguma medida de crescimento com suas atuais instalações e equipamento; ausência de pendências legais ou governamentais; índices financeiros próximos ou acima da média da sua indústria.

Fonte: prolucroconsultoria.com.br

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